O quero-quero (*teste)

No Jardim Botânico de Curitiba dezenas de pessoas circulavam munidas de suas câmeras ‘atirando’ para todos os lados e  apontadas para si numa linha de produção de selfies de dar inveja a Chaplin em Tempos Modernos.

Andando em passos lentos observo o quero-quero que parecia não se incomodar com o movimento de pessoas.  Após as flores de cerejeiras – que me fizeram tirar a câmera da mochila  – o quero-quero desfilando no meio das flores pedia um registro.

As primeiras tentativas foram apenas apontando para baixo, depois ligeiramente abaixado; continuou  não funcionando. Por fim agachado também não teve o resultado que queria.

Às 11h36 daquele domingo frio de Curitiba lá estava eu deitado no chão para espanto dos turistas de óculos escuros, sobretudo e botas brilhantes parecendo figurantes de novela em cenário de inverno europeu. Um dos disparos da câmera foi o certeiro para o que eu pretendia. O instante estava capturado: mais especificamente um segundo dividido por oitocentos e o quero-quero

Há uma discussão chata entre foto “certa” ou “errada”. Nunca penso nisso quando vou fotografar. Saber a técnica é importante para que se consiga chegar ao resultado pretendido, mas daí a dizer que uma foto está certa ou errada? Qual era a intenção de quem fez essa foto? O que o fotógrafo quis dizer ali?

quero_quero

*este é um post de teste: estou pensando em contar o contexto no qual algumas fotos minhas foram feitas. Vamos ver no que dá isso aqui.

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